Educação: importante ou prioritária???
Definir a educação como importante é diminuir o seu impacto sobre a vida das pessoas e das sociedades. Sendo a educação considerada importante, torna-se mero instrumento de socialização e aprendizado das práticas do senso-comum.
O importante é ter uma educação que seja definida como prioritária, pois assim, teremos uma política pública direcionada ao educar para ação. Logicamente que para a educação tornar-se prioritária é necessário investimentos. Mas será que, em um país como o Brasil esse objetivo pode efetivar-se?
Investimos apenas 4,2% do nosso PIB em educação, o que corresponde a 12% dos gastos públicos. Segundo o relatório da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) em parceria com a CEPAL (Comissão Econômica para América Latina e Caribe), o Brasil precisaria investir US$ 13,5 bilhões anuais em educação, a fim de alcançar as seis metas do Educação Para Todos, esse aumento representaria pouco mais de 0,5% do PIB nacional.
Considerando que esse aumento das verbas destinada a educação não é possível diante da atual conjuntura político-econômica brasileira, evidencia-se como fundamental a comunhão entre o setor público e privado como também a conversão da dívida externa por desenvolvimento. Por um lado, a parceria público-privada colocaria a educação no topo das prioridades nacionais, pois sem ela não teremos desenvolvimento tanto científico como cultural. Por outro, a conversão da dívida externa possibilitaria a elevação da qualidade educacional no país, já que, o montante financeiro destinado ao pagamento da dívida seria redirecionado para atingirmos até 2015 os Objetivos do Milênio.
Prioritário para o Brasil hoje é definir a educação como prioridade. É mais do que necessário a participação de todos os setores sociais nesse projeto, pois educação é sinônimo de desenvolvimento tecnológico, solidificação da democracia e ruptura com a paralisia crítica a qual estamos condenados.
Yuri Almeida
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